Os meus girassóis nunca viveram tamanha sintonia
As minhas rosas nunca estiveram tão vermelhas
Nem tão rosas-chá, nem tão rosas, nem se quer antes eram flores
O sol nunca havia brilhado tão forte
E a chuva nunca fora tão molhada
Mas acima de tudo, os meus girassóis...
Ah... Os meus girassóis amarelos! Tão lindos! Tão amarelos!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Olhos
Esses olhos que comem toda a cor do mundo
Transportadores de toda luz
Refletores do qu'eu acho vida...
Se fecham pra um breve respirar, uma pausa...
E renascem, sempre, a cada instante
Transportadores de toda luz
Refletores do qu'eu acho vida...
Se fecham pra um breve respirar, uma pausa...
E renascem, sempre, a cada instante
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Continua lindo em frente ao mar
Um beijo em frente a lagoa
Um poema uma canção
Olhos fechados pra erguer uma oração
O mar agora beija os pés
E continuo a rezar pra nosso Senhor
Veja os traços de Salvador
Retrato do Cristo Redentor
Um poema uma canção
Olhos fechados pra erguer uma oração
O mar agora beija os pés
E continuo a rezar pra nosso Senhor
Veja os traços de Salvador
Retrato do Cristo Redentor
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Polinização
É um monstro, é uma pedra, é um gigante
Um aborígene, um corcunda, um verme, um deus
Uma corda, uma porta, uma torta
Uma salada, vida e obra
Uma metamorfose, é o poeta
Quando os homens gritam na terra e as sereias cantam no alto-mar
As flores murcham na grama, a grana rola na trama
Ponta firme de poeta, poema, lorota, canção
Segue sendo, está no vento d'alma
Da alma acalma a sofreguidão
Aprende tudo novo na novidade de ser sertão
Mesmo quando está ribeiro
Beirando o mar no outeiro
Aliteração
Aprendi que o poeta poetiza como a abelha poliniza
Um aborígene, um corcunda, um verme, um deus
Uma corda, uma porta, uma torta
Uma salada, vida e obra
Uma metamorfose, é o poeta
Quando os homens gritam na terra e as sereias cantam no alto-mar
As flores murcham na grama, a grana rola na trama
Ponta firme de poeta, poema, lorota, canção
Segue sendo, está no vento d'alma
Da alma acalma a sofreguidão
Aprende tudo novo na novidade de ser sertão
Mesmo quando está ribeiro
Beirando o mar no outeiro
Aliteração
Aprendi que o poeta poetiza como a abelha poliniza
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Sobre uma camiseta cinza
Queria ser apenas isso
Nem vermelha, nem branca, nem colorida,
Cinza.
Queria um cabelo cinza que roçasse na gola
Queria uma barba castanha e um olho furta-cores
Queria um artista
Queria o quinto "Beatle" do mundo seu
Queria um poema
Procurava alguém que a chamasse de flor
Queria ser só uma camiseta cinza
Talvez um óculos redondo pra dar base
Queria um pai, um irmão, um avó
Queria um namorado
Humpty Dumpty!
Nunca mais o maior abandonado
Queria umas cantorias
Queria umas pinturas
Gostava de arte
Humpty, Hemp!
Mas acima de tudo queria ser uma camiseta cinza.
Só isso.
Nem vermelha, nem branca, nem colorida,
Cinza.
Queria um cabelo cinza que roçasse na gola
Queria uma barba castanha e um olho furta-cores
Queria um artista
Queria o quinto "Beatle" do mundo seu
Queria um poema
Procurava alguém que a chamasse de flor
Queria ser só uma camiseta cinza
Talvez um óculos redondo pra dar base
Queria um pai, um irmão, um avó
Queria um namorado
Humpty Dumpty!
Nunca mais o maior abandonado
Queria umas cantorias
Queria umas pinturas
Gostava de arte
Humpty, Hemp!
Mas acima de tudo queria ser uma camiseta cinza.
Só isso.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Sobre os Nós
Na minha vida a saudade fez morada, se instalou
Um dia volto pousar os olhos em você...
Pra distância da solidão se quebrar no calor do teu abraço
Desfaz o nó de mim, minha garganta arranha
Meu Nando, tua Cássia
Teu Oswaldo, minha Ana
John e outros dos meus planetas
Teu sono, Neruda e Saturno
A liberdade é o que não te-me deixa ir (...)
O sorriso mais lindo do mundo
Os olhos que me descobrem a alma
Minha paz imensurável, minha calma
Nosso fusca tá com as malas esperando, carregadas de panos e pratos
Bancos rubros, joia rara
Um dia volto pousar os olhos em você...
Pra distância da solidão se quebrar no calor do teu abraço
Desfaz o nó de mim, minha garganta arranha
Meu Nando, tua Cássia
Teu Oswaldo, minha Ana
John e outros dos meus planetas
Teu sono, Neruda e Saturno
A liberdade é o que não te-me deixa ir (...)
O sorriso mais lindo do mundo
Os olhos que me descobrem a alma
Minha paz imensurável, minha calma
Nosso fusca tá com as malas esperando, carregadas de panos e pratos
Bancos rubros, joia rara
sábado, 12 de novembro de 2011
Soldiers, a cor do amor.
Milhares de soldados no âmago de suas trincheiras, apontam
as armas pros vidros quebrados dos olhos cegos... Ninguém consegue vê-los. A
ignorância cega depois mata. Os soldados “be brave”, os soldados “be strong”,
os soldados “be heroes”, os soldados “be human”... Os soldados “be kid” diante de um gigante
poderoso e implacável, que massacra toda a raça.
Vistos com a cor do sangue que escorre por seus braços,
pernas, ouvidos, cabeças... Rolam... Assolados sem dó pelo gigante impiedoso e
cruel.
Qual a causa desses guerreiros? A causa é o tempo. A causa é
a vida. A causa é dar a vida. A causa são as crianças sem pai, sem mãe, sem
nada... A causa são os velhos que ainda lutam, mas deveriam estar no Caribe. A
causa é a miséria e a privação.
Alguns soldados lutam sem acreditar no amor, mal sabem eles
que são agentes desse caprichoso capitão.
As tropas agora marcham desenfreadas, Norte, Sul, Leste,
Oeste... Tudo cercado, ocupado, cerrado, pintado, fotografado, ARTificado em
papel de pão. Pão à 0,01h!
Explode nas veias o que entope o coração!
Será que o inverno finalmente acabará? Não sou mago, nem
feiticeiro, nem adivinho. Mas advenho duma linhagem de soldados nobres, todos
somos, e carrego comigo que a primavera um dia chegará. Que as lágrimas serão
de felicidade e não de fome. Que as páginas serão de surpresa e descoberta e
não sonífero. Que a caixa quebrará em atrações enriquecedoras. Todos os
soldados carregam consigo o brilho de 500 giraSÓIS nos olhos.
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