quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Francês em liquidação

A pala dos perfumes e dos laços
A fala de seguir os teus passos

Tu não vês, mon amour?
Se apagô o abatjour
Se acabô o petit-four...

Liquidei a fatura
Desse amor sem fartura
Eu pedi pro Sinhô, que levasse a frô
Com um vento do bão e espantasse a canção


Pourquoi mon coeur qui bat comme un tambour
Já não bate mais
Já ficô pra trás
E os zóin, não se arregalô
Quando finalmente o cê chego

"Vô indo, tá?"

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Acaso e percepção

Coruja, leão, virgem, escorpião.
Me aponte nessa utopia, Na separação
Há mais beleza no "Help" do que na escuridão.
Cantando um beat mania pra ser mal de evolução

Se entrega aos desejos, só pra ter razão.
Traz dentro de si, todos os anseios humanos.
Tenho pra mim, que és o inverno, no acaso e na percepção.
Inspiração.

Contaminado de vida e sertão
Mar, sol, juba, pele, arrepio, coração
Daqui praí tem nós em nós, pra não...

Há que se poetizar o tempo dessa versão
Apresenta as horas, as ordens, as cordas e segue na contra-mão
Porque o delírio não acaba com a estação...

sábado, 30 de julho de 2011

Sem ter porquê

Essas palavras fáceis
Frutos de um amor tranquilo
Escritas sem ter porque

Irremediavelmente ternas
Sutilmente vorazes
This words put me up!
I can't explain.


Às vezes o amor é assim
Nem o tempo pode apagar
Aquelas canções que ficaram em nós
Pelo que passou, pelo que ficou

Tenho comigo a lembrança de cada palavra que não ouvi
Mas você disse
Seremos a etenidade
Eu, amor, você

sábado, 28 de maio de 2011

Pele pálida, cara vermelha e sorriso amarelo

Sangue do sangue
Dos outros, de tantos
Razão de ser multi, democrático e plural
Motivo de ser uma só
Reverência por ordem de chegada
Agrega valor ao que é de fácil uso
Amante do sol, dos rios, das estrelas
Inimigo da injustiça
Habitante de selva de pedra
Fugitivo das matas e florestas
Guerreiro
Pé no chão vermelho
Brasileiro

domingo, 22 de maio de 2011

Père



Levando o sol consigo,
Vai trilhando por nós dois.
Repleto de esperança e de sonhos,
Mon petit vieux...
Nunca falei de você,
Por te querer pra mim,
Só pra mim, bem assim.
Mon petit vieux...
As janelas da minha alma estão alagadas.
Por Deus, passe logo essa quinzena!
Pra você voltar,
Mon petit vieux.
Mudem logo, Oh ponteiros!
Traz o sol pra mim, Mon petit vieux.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Insólito



Partir sem pauta
Morrer de amor
Causa natural de dor
No peito, na alma, na falta

Deixado nas brechas do tempo
Desses milhões de hoteis
E tantos outros bordeis
Nessas ruas sem movimento

Debaixo desses caracóis há Luz
Compreendida num universo de canções
Levadas daqui com leveza

Par que parte sem a parte
Amor, será que rima com dor?
Quantas faces pode ter o amor?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Parte hora, parte desejo

As direções opostas dum
universo de Amor
Rosa branda, Acolhe
A quem ama assim

Ponteiro parte hora
Parte desejo
Navega em água rara
Aqui velejo

Diz-se inalcançável
Talvez possível
Engano real
Quer ser dado prá mim

Sua estética, refeita
Moderno e Sincero
Poeta do Sol, Brasileiro
Com ares de fora

Meu Amor assim resumido
Pé, cabeça, corpo inteiro
Do meu moço brasileiro
Casa de Acaso és.