quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Armas e lutas e amor e...


Cavalheiro das ruas de pedra
Me leva pra casa e me faz esquecer, que a vida, às vezes, é cruel
Canta pra mim uns versos bonitos e deixa sorrir
Não há nada demais em estar a sós
Quando a alegria vem de fora pra dentro também é bom
É quando a gente compartilha felicidade
Heroi da capa vermelha, teu manto sagrado vem mostrar todas as cores
Vai desvendando umas formas de amor nas vias de cá
Libertando do teu peito sinais, como brasas encantadas
Soltando palavras e risos sonoros dos teus lábios enrubrecidos
Não é dia nem noite nesse país
Os caminhos estão meio confusos, mas você me levará segura
Nas tocas os animais esperam pra atacar, com gargantas e línguas cruéis, que cortam a alma e dilaceram o coração
Embora eu veja e sinta tudo isso, teus abraços seguram meus medos
Ah, que vem daqui e de lá!
Se tanto faz pra nós... Pra eles... Quem são?
As criaturas cinzentas desaparecem em meio a tua coragem e determinação
Nosso destino é destino quem faz
Medo do acaso? Nunca tive!
Mando abraços e beijos, ao meu breve amor...

domingo, 11 de setembro de 2011

Caju


Desfrutar da tua presença até a última essência
As rosas brancas sempre levarão o teu amor
Os cachos e as coxas carregadas de perfeitas canalhices
No inventário desse teu pó
De sol em só que põe e renasce
Lá do Japão vem cantar aqui nessa praia
Não tem obrigação de enCantar, só lhe cabe amar
Deixa pra lá essa frescura, essa merda!
Vossos servos e cortesãos, sois! Por que não?
Bate nesse liquidificador todos os teus segredos macabros.
Perde até tua vã ambição, pra ser um pouco mais de ti
Vem cantar!
Vá compor!
Mas nunca se recompor! Besteira!
Liberdade é o que mais te interessa
Amor é o que mais te apresenta...
Só de mãe em mãe, colo acolhedor
Esporro de pai com abraço apertado
Um cobertor de bilhetes, das tuas loucuras...
Respira!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Francês em liquidação

A pala dos perfumes e dos laços
A fala de seguir os teus passos

Tu não vês, mon amour?
Se apagô o abatjour
Se acabô o petit-four...

Liquidei a fatura
Desse amor sem fartura
Eu pedi pro Sinhô, que levasse a frô
Com um vento do bão e espantasse a canção


Pourquoi mon coeur qui bat comme un tambour
Já não bate mais
Já ficô pra trás
E os zóin, não se arregalô
Quando finalmente o cê chego

"Vô indo, tá?"

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Acaso e percepção

Coruja, leão, virgem, escorpião.
Me aponte nessa utopia, Na separação
Há mais beleza no "Help" do que na escuridão.
Cantando um beat mania pra ser mal de evolução

Se entrega aos desejos, só pra ter razão.
Traz dentro de si, todos os anseios humanos.
Tenho pra mim, que és o inverno, no acaso e na percepção.
Inspiração.

Contaminado de vida e sertão
Mar, sol, juba, pele, arrepio, coração
Daqui praí tem nós em nós, pra não...

Há que se poetizar o tempo dessa versão
Apresenta as horas, as ordens, as cordas e segue na contra-mão
Porque o delírio não acaba com a estação...

sábado, 30 de julho de 2011

Sem ter porquê

Essas palavras fáceis
Frutos de um amor tranquilo
Escritas sem ter porque

Irremediavelmente ternas
Sutilmente vorazes
This words put me up!
I can't explain.


Às vezes o amor é assim
Nem o tempo pode apagar
Aquelas canções que ficaram em nós
Pelo que passou, pelo que ficou

Tenho comigo a lembrança de cada palavra que não ouvi
Mas você disse
Seremos a etenidade
Eu, amor, você

sábado, 28 de maio de 2011

Pele pálida, cara vermelha e sorriso amarelo

Sangue do sangue
Dos outros, de tantos
Razão de ser multi, democrático e plural
Motivo de ser uma só
Reverência por ordem de chegada
Agrega valor ao que é de fácil uso
Amante do sol, dos rios, das estrelas
Inimigo da injustiça
Habitante de selva de pedra
Fugitivo das matas e florestas
Guerreiro
Pé no chão vermelho
Brasileiro

domingo, 22 de maio de 2011

Père



Levando o sol consigo,
Vai trilhando por nós dois.
Repleto de esperança e de sonhos,
Mon petit vieux...
Nunca falei de você,
Por te querer pra mim,
Só pra mim, bem assim.
Mon petit vieux...
As janelas da minha alma estão alagadas.
Por Deus, passe logo essa quinzena!
Pra você voltar,
Mon petit vieux.
Mudem logo, Oh ponteiros!
Traz o sol pra mim, Mon petit vieux.