domingo, 18 de março de 2012

Trem do Mar do Norte

Pega esse trem
Treco, tráfego, transporte
E vem.

Me veja com esses dois olhos tristes
Com esse sorriso largo
Me abrace e nunca diga "adeus".

terça-feira, 13 de março de 2012

(vazio)

Tempo engole minhas horas
Dias sugam minha poesia
Vida segue curso desnaturado
Ruas passam caminhos esburacados

Falta tempo.
Sobre hora.
Escasso. 'Cabou.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Luto

Guerreiros travestidos de vagabundos
Inimigos travestidos de justiceiros
Até quando minha terra será tomada?

Andar pelas ruas e ver a apatia dos outros cabrestos
Gesso, mordaça, cegueira. Tristeza.
- Vagabundos!
"Eu lavo minhas mãos"
- Crucifiquem!

Quando a maior dor do mundo bate no peito de uma criança
A lágrima escorre em mim
Desmancho. Revolto. Sofro. Luto.

Estamos todos de luto
Estamos todos em luta
Tudo junto num só.

"Aba, Pai, tudo te é possível. Afasta de mim este cálice..."

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

2011 primaveras

Os meus girassóis nunca viveram tamanha sintonia
As minhas rosas nunca estiveram tão vermelhas
Nem tão rosas-chá, nem tão rosas, nem se quer antes eram flores
O sol nunca havia brilhado tão forte
E a chuva nunca fora tão molhada
Mas acima de tudo, os meus girassóis...
Ah... Os meus girassóis amarelos! Tão lindos! Tão amarelos!

Olhos

Esses olhos que comem toda a cor do mundo
Transportadores de toda luz
Refletores do qu'eu acho vida...
Se fecham pra um breve respirar, uma pausa...
E renascem, sempre, a cada instante

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Continua lindo em frente ao mar

Um beijo em frente a lagoa
Um poema uma canção
Olhos fechados pra erguer uma oração
O mar agora beija os pés
E continuo a rezar pra nosso Senhor
Veja os traços de Salvador
Retrato do Cristo Redentor

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Polinização

É um monstro, é uma pedra, é um gigante
Um aborígene, um corcunda, um verme, um deus
Uma corda, uma porta, uma torta
Uma salada, vida e obra
Uma metamorfose, é o poeta
Quando os homens gritam na terra e as sereias cantam no alto-mar
As flores murcham na grama, a grana rola na trama
Ponta firme de poeta, poema, lorota, canção
Segue sendo, está no vento d'alma
Da alma acalma a sofreguidão
Aprende tudo novo na novidade de ser sertão
Mesmo quando está ribeiro
Beirando o mar no outeiro
Aliteração
Aprendi que o poeta poetiza como a abelha poliniza