sábado, 30 de julho de 2011

Sem ter porquê

Essas palavras fáceis
Frutos de um amor tranquilo
Escritas sem ter porque

Irremediavelmente ternas
Sutilmente vorazes
This words put me up!
I can't explain.


Às vezes o amor é assim
Nem o tempo pode apagar
Aquelas canções que ficaram em nós
Pelo que passou, pelo que ficou

Tenho comigo a lembrança de cada palavra que não ouvi
Mas você disse
Seremos a etenidade
Eu, amor, você

sábado, 28 de maio de 2011

Pele pálida, cara vermelha e sorriso amarelo

Sangue do sangue
Dos outros, de tantos
Razão de ser multi, democrático e plural
Motivo de ser uma só
Reverência por ordem de chegada
Agrega valor ao que é de fácil uso
Amante do sol, dos rios, das estrelas
Inimigo da injustiça
Habitante de selva de pedra
Fugitivo das matas e florestas
Guerreiro
Pé no chão vermelho
Brasileiro

domingo, 22 de maio de 2011

Père



Levando o sol consigo,
Vai trilhando por nós dois.
Repleto de esperança e de sonhos,
Mon petit vieux...
Nunca falei de você,
Por te querer pra mim,
Só pra mim, bem assim.
Mon petit vieux...
As janelas da minha alma estão alagadas.
Por Deus, passe logo essa quinzena!
Pra você voltar,
Mon petit vieux.
Mudem logo, Oh ponteiros!
Traz o sol pra mim, Mon petit vieux.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Insólito



Partir sem pauta
Morrer de amor
Causa natural de dor
No peito, na alma, na falta

Deixado nas brechas do tempo
Desses milhões de hoteis
E tantos outros bordeis
Nessas ruas sem movimento

Debaixo desses caracóis há Luz
Compreendida num universo de canções
Levadas daqui com leveza

Par que parte sem a parte
Amor, será que rima com dor?
Quantas faces pode ter o amor?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Parte hora, parte desejo

As direções opostas dum
universo de Amor
Rosa branda, Acolhe
A quem ama assim

Ponteiro parte hora
Parte desejo
Navega em água rara
Aqui velejo

Diz-se inalcançável
Talvez possível
Engano real
Quer ser dado prá mim

Sua estética, refeita
Moderno e Sincero
Poeta do Sol, Brasileiro
Com ares de fora

Meu Amor assim resumido
Pé, cabeça, corpo inteiro
Do meu moço brasileiro
Casa de Acaso és.

sábado, 19 de março de 2011

Sertanejo "Do Sul"

A flor murchava
E a chuva ia acabando
Como aquelas nuvens saíram lá de cima?
Pés de galinha experiente
Nostalgia da alma
Olhar de molhaceira
Por que não para de pingar?
E abre logo esse sol...
No sertão tropical hei de viver!
Também lá no céu hei de morar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Dos mesmos



Escravos de nós mesmos
Corações libertos, cheios de vontades
Contando erros
Passos com o passado

Pés, mãos, bocas, estupidez
Eu vim falar de mim
Nada de olhos, só insensatez

Falando por partes
Inglórios
Companheiros da coragem e do medo
Sentimentos simplórios

Vida vai e ela mesma carrega
O que é meio, o que parte
No final, pelos poros se entrega