Esculpida de corpo e alma
Ela travesti a ausência e a calma
Num passo descontinuado e gracioso
Vem nas vias de mim
Deusa de uma ciência incompleta
Abomina a incredulidade e a mediocridade
Não poupa aos que ousam mergulhar em sua vaidade
Livro parte a parte, música rock'n roll
Todo o sentimento completo intenso metafórico e psicologicamente não comprovado
Agarrada de súditos e comparsas
Ladra de partes, obscura dama sem vento
Versos jogados em rimas, pontos, claras, clara-velas
Claves de sol, sol em cravos...
Prosa comprada, prosa vendida, poeta grátis
Azul cor do mar
Seu coração é oceano
sábado, 5 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Levanta o copo (Homenagem à "Casa de Bamba")
Bambaleando fui aprender o bailado
Das saias rodadas das moças
Do sorriso largo dos malandros
Paredes coloridas com saltinta de saltimbanquear...
Figuras caricatas da vida que uns só veem passar!
Eu quero mais é saltimbanquear, forrózear, malandrear e sambar sambar sambar...
Como fazem as bainhas das saias coloridas floridas listradas vestidas
De todas aquelas moças bonitas
Um tanto de passos, descalços, de saltos
De pernas e braços
Prum lado pro outro, frenéticos
Alucinados de neon
Verdes, azuis, luz, vermelhos..
E copos e gelos e mesas
E mãos... Pedaços dum inteiro que não se quebrou
Se o que for pra ser vigora, então digo que vigorou
Se criou, cresceu e sambou...
Das saias rodadas das moças
Do sorriso largo dos malandros
Paredes coloridas com saltinta de saltimbanquear...
Figuras caricatas da vida que uns só veem passar!
Eu quero mais é saltimbanquear, forrózear, malandrear e sambar sambar sambar...
Como fazem as bainhas das saias coloridas floridas listradas vestidas
De todas aquelas moças bonitas
Um tanto de passos, descalços, de saltos
De pernas e braços
Prum lado pro outro, frenéticos
Alucinados de neon
Verdes, azuis, luz, vermelhos..
E copos e gelos e mesas
E mãos... Pedaços dum inteiro que não se quebrou
Se o que for pra ser vigora, então digo que vigorou
Se criou, cresceu e sambou...
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Boas-vindas
Adeus, janeiro, fevereiro, março, abril...
Fechando portas, arreganhando varandas
Ao nascer do sol, um manto
E quando se vai, encanto, de canto.
Trama o oposto pro pós-moderno
Tece essa teia maquiavélica
Sem símbolo pra remontar o anteposto
Transparece estar disposto
Dei as boas-vindas ao marinheiro
Carregador de boa sorte no mar d'alma
Vi as águas rolando, quebrando, puxando, pedindo, implorando
Aquele ser que se desafogava era a chegada
Na novidade de ser
Parece-me preceder um renascer
Um cheiro novo, de fresco, de bom, uma brisa suave no calor de um verão
Sujeito do particípio imperfeito as portas abriu...
Fechando portas, arreganhando varandas
Ao nascer do sol, um manto
E quando se vai, encanto, de canto.
Trama o oposto pro pós-moderno
Tece essa teia maquiavélica
Sem símbolo pra remontar o anteposto
Transparece estar disposto
Dei as boas-vindas ao marinheiro
Carregador de boa sorte no mar d'alma
Vi as águas rolando, quebrando, puxando, pedindo, implorando
Aquele ser que se desafogava era a chegada
Na novidade de ser
Parece-me preceder um renascer
Um cheiro novo, de fresco, de bom, uma brisa suave no calor de um verão
Sujeito do particípio imperfeito as portas abriu...
domingo, 23 de outubro de 2011
Deligere
Esse globo que me engole
Percorre todo o passo do meu ser
O assistidor do tilintar dos meus cílios
Esses olhos que de perto são magia
Carregam a vida fácil de harmonia
De bem longe vem trazer grande alegria
Explicar a ciência de uma pradaria
Essas jabuticabas que trocaram de estação
Pra me ver passar meio na contramão
Doces e profundas na densidade de um coração
Piedade não é meio de se encontrar
Somos o flagelo do mundo vestido de seda
Somos a melodia das noites tristes, escuras e frias
Somos o céu e o mar, somos um pouco de fogo pra esquentar
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
É primavera
Meu paulistano
Jeito malandro, quase menino
Alvo do olhar de todas as moças quando passa cantando, por
ela.
Sua voz tem um timbre celeste e uma doçura terrena
Tem o brilho de 7 luas no olhar
E cruza pelo infinito todas as 8 vidas que Deus lhe deu
Vai com Coragem, sem medo de transmitir o que pulsa do lado
esquerdo
O meu moço paulistano, puro som, coragem e gracejo
Atravessa a passarela da vida como se estivesse num realejo
Impossível vê-lo de longe e não tocar sua aura
Como ondas vêm me dizer o que eu preciso, sem precisar de
desejo
Escolho palavras habituais para dizer, sem desdizer
O tamanho do meu amor e como é grande a minha saudade
A profundidade da sua força e a humanidade dos seus acertos
Contra-oposto, paradoxal.
Vinte e cinco primaveras em um amor descomunal.
domingo, 16 de outubro de 2011
Baião do era uma vez
Tô contando pegadas, na praia e na estrada
Tô contando sorrisos, nos meus lábios e nos teus
Martelando batuques pra fazer gingar
Vendo as morenas na avenida a passar
Mas que som é esse que vem chegando aqui?
Um amor adulterado, todo dia “zero quilômetro”
Marchinhas e sambas, choro e baião
Standard de apaixonado!
Três, quatro, cinco passos
Ritmo, descompasso
Beijo e abraço
Gracinha, gracejo, gargalhada
Era pra ser história, mas acabou de ser contada
Era uma vez, uma noite misteriosa, que aguardava a nossa
chegada pra começar a dança dos magos amantes...
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Possessivo direito
O amor começa onde a luz tem seu raiar
É perfeito cheio de graça, desgraça, só que nunca sem graça
Tem vida, tem cheiro, tem cor, tem nós, TÊM!
É perfeito cheio de graça, desgraça, só que nunca sem graça
Tem vida, tem cheiro, tem cor, tem nós, TÊM!
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