quarta-feira, 20 de abril de 2011

Parte hora, parte desejo

As direções opostas dum
universo de Amor
Rosa branda, Acolhe
A quem ama assim

Ponteiro parte hora
Parte desejo
Navega em água rara
Aqui velejo

Diz-se inalcançável
Talvez possível
Engano real
Quer ser dado prá mim

Sua estética, refeita
Moderno e Sincero
Poeta do Sol, Brasileiro
Com ares de fora

Meu Amor assim resumido
Pé, cabeça, corpo inteiro
Do meu moço brasileiro
Casa de Acaso és.

sábado, 19 de março de 2011

Sertanejo "Do Sul"

A flor murchava
E a chuva ia acabando
Como aquelas nuvens saíram lá de cima?
Pés de galinha experiente
Nostalgia da alma
Olhar de molhaceira
Por que não para de pingar?
E abre logo esse sol...
No sertão tropical hei de viver!
Também lá no céu hei de morar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Dos mesmos



Escravos de nós mesmos
Corações libertos, cheios de vontades
Contando erros
Passos com o passado

Pés, mãos, bocas, estupidez
Eu vim falar de mim
Nada de olhos, só insensatez

Falando por partes
Inglórios
Companheiros da coragem e do medo
Sentimentos simplórios

Vida vai e ela mesma carrega
O que é meio, o que parte
No final, pelos poros se entrega

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sua Estação



Sigo nas cores da sua estação
Nos seus passos e na sua voz
A certeza de que nada será em vão

A distância é mero detalhe
Falar de você é tudo que eu sou
Chegar no teu coração
É fatídica meta que me restou

O tempo desprovido de nós
E, que sorriso maroto!
Observar-te é bem mais do que pensei
Meu pequeno grande garoto

A alva do teu céu escurece
Mostra a beleza e a profundidade dos teus negros olhos
Nada mais me entristece

domingo, 6 de março de 2011

Meio-Outubro

A canção feita de lágrimas
Venera o outro estampado
Único ser capaz de tocar os teus segredos
Intenso e bagunçado
Tácito
Nada mais ao redor
É outubro.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A melhor coisa do mundo



Em prosa ou em verso, na ficção ou na vida real, o que nos move é um eterno sentir. Nossas motivações estão todas aqui, aqui dentro.
Não sei se pra você é clichê, ou até mesmo fora de contexto, entretanto, quer você queira, ou não... Suas razões estão diretamente ligadas à suas emoções.
Quem somos e o que fazemos é um reflexo dos nossos sentimentos.

Depois de refletir muito sobre isso, cheguei à conclusão de que, simplesmente, não podemos julgar as pessoas por suas ações, pois, quem somos nós para julgar os sentimentos alheios?

O papo tá ficando estranho, desconexo, mas ainda assim, com muito NEXO, com uma linguagem que desagrada a mim também, bem inferior a que eu estou acostumada e que me dá gosto escrever... Porém... O texto continua válido!

Digo ainda que, de tudo que se pode fazer num mundo onde todos buscam achar quem está certo, é: Sentir e agir! E isso, não é impulso, isso é liberdade de viver!
E sabe qual a melhor coisa do mundo? VIVER!

Dica de música do post: http://letras.terra.com.br/arnaldo-antunes/1667841/ - "As melhores coisas" (Arnaldo Antunes)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Do seu olhar

quando nossos abraços são só desculpas
quando nossos olhares nem precisam dizer mais
quando o adeus se tornar inevitável
talvez eu te diga essas palavras,
talvez não

nosso amor sempre foi discreto assim
sempre calado assim
sempre negado assim
sempre escondido assim

nas coisas que fazíamos
nos olhares que trocávamos
nos escritos que nos mandávamos
tudo tão secretamente, que nem o vento dava conta de ser mais transparente

na hora de partir
serei a primeira, pra não te magoar
por ser egoísta, pra não me machucar
pra acabar com a ilusão dessas músicas, desses poemas,
desses carnavais de amor ao lado seu

ah, amor
é tão difícil te dizer: "adeus"
mas dessa liberdade eu preciso provar
beber dessa fonte e aprender o que é amar
sem choro nem vela
não te pedi anel nem capela
gosto mesmo é do ar, do mar, do sol, do seu olhar


-- Música do poema: "A beautiful mess" (Jason Mraz) http://www.youtube.com/watch?v=AKanbidzvUQ