quinta-feira, 20 de outubro de 2011

É primavera


Meu paulistano
Jeito malandro, quase menino
Alvo do olhar de todas as moças quando passa cantando, por ela.
Sua voz tem um timbre celeste e uma doçura terrena
Tem o brilho de 7 luas no olhar
E cruza pelo infinito todas as 8 vidas que Deus lhe deu
Vai com Coragem, sem medo de transmitir o que pulsa do lado esquerdo
O meu moço paulistano, puro som, coragem e gracejo
Atravessa a passarela da vida como se estivesse num realejo
Impossível vê-lo de longe e não tocar sua aura
Como ondas vêm me dizer o que eu preciso, sem precisar de desejo
Escolho palavras habituais para dizer, sem desdizer
O tamanho do meu amor e como é grande a minha saudade
A profundidade da sua força e a humanidade dos seus acertos
Contra-oposto, paradoxal.
Vinte e cinco primaveras em um amor descomunal.

domingo, 16 de outubro de 2011

Baião do era uma vez


Tô contando pegadas, na praia e na estrada
Tô contando sorrisos, nos meus lábios e nos teus
Martelando batuques pra fazer gingar
Vendo as morenas na avenida a passar

Mas que som é esse que vem chegando aqui?
Um amor adulterado, todo dia “zero quilômetro”
Marchinhas e sambas, choro e baião
Standard de apaixonado!

Três, quatro, cinco passos
Ritmo, descompasso
Beijo e abraço

Gracinha, gracejo, gargalhada
Era pra ser história, mas acabou de ser contada
Era uma vez, uma noite misteriosa, que aguardava a nossa chegada pra começar a dança dos magos amantes...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Possessivo direito

O amor começa onde a luz tem seu raiar
É perfeito cheio de graça, desgraça, só que nunca sem graça
Tem vida, tem cheiro, tem cor, tem nós, TÊM!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Passando a limpo


Andando sempre sem rumo
Caminhando num compasso agora distante
Não há motivos para lágrimas
Reinou da vida ser assim mesmo
Continuidade.
Tenho pensado pra fugir e corrido pra pensar
As voltas se repetem e nunca são as mesmas
A paisagem não muda e se reconfigura a cada passada
Circundando.
Os ciclos se repetem e se renovam com as estações
Como as horas do dia
O relógio dita o tempo e o tempo dita o recomeço
Poesia vai-e-volta
O mago volta à vida.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Passeio

No meu passeio público, dei umas voltas
Nele encontrei gotas, acasos e europeus
Descobri uma cachoeira imensa de justiça
E um cálice de piedade, transbordando
Vi manias e maníacos, defeitos e defeituosos
Da janela pra fora os percebi, e eles a mim
Tempestuoso. Sincero.
Flagelo. Paixão. Amor, símbolo
Sem sinalizar a distância, Bahia e Tocantins logo ali
As paredes do passeio todas marcadas
Rabiscos, pichações, arte, música, melodia, poesia.
Luz do sol, luz da lua vem iluminar as almas que aqui passam
Transpasse de cor, o que antes era sofrimento.
O suor e as lágrimas, pelo cansaço da trilha, no pôr-do-sol valerão à pena.
Tudo que você quiser sendo amor, Iaiá
Unhas cor de rubi, olhos cor de pérola e manto viajante, só depende das mãos.
Desacerto secreto pra consertar teu relógio.
Nunca para e chega ao fim...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Armas e lutas e amor e...


Cavalheiro das ruas de pedra
Me leva pra casa e me faz esquecer, que a vida, às vezes, é cruel
Canta pra mim uns versos bonitos e deixa sorrir
Não há nada demais em estar a sós
Quando a alegria vem de fora pra dentro também é bom
É quando a gente compartilha felicidade
Heroi da capa vermelha, teu manto sagrado vem mostrar todas as cores
Vai desvendando umas formas de amor nas vias de cá
Libertando do teu peito sinais, como brasas encantadas
Soltando palavras e risos sonoros dos teus lábios enrubrecidos
Não é dia nem noite nesse país
Os caminhos estão meio confusos, mas você me levará segura
Nas tocas os animais esperam pra atacar, com gargantas e línguas cruéis, que cortam a alma e dilaceram o coração
Embora eu veja e sinta tudo isso, teus abraços seguram meus medos
Ah, que vem daqui e de lá!
Se tanto faz pra nós... Pra eles... Quem são?
As criaturas cinzentas desaparecem em meio a tua coragem e determinação
Nosso destino é destino quem faz
Medo do acaso? Nunca tive!
Mando abraços e beijos, ao meu breve amor...

domingo, 11 de setembro de 2011

Caju


Desfrutar da tua presença até a última essência
As rosas brancas sempre levarão o teu amor
Os cachos e as coxas carregadas de perfeitas canalhices
No inventário desse teu pó
De sol em só que põe e renasce
Lá do Japão vem cantar aqui nessa praia
Não tem obrigação de enCantar, só lhe cabe amar
Deixa pra lá essa frescura, essa merda!
Vossos servos e cortesãos, sois! Por que não?
Bate nesse liquidificador todos os teus segredos macabros.
Perde até tua vã ambição, pra ser um pouco mais de ti
Vem cantar!
Vá compor!
Mas nunca se recompor! Besteira!
Liberdade é o que mais te interessa
Amor é o que mais te apresenta...
Só de mãe em mãe, colo acolhedor
Esporro de pai com abraço apertado
Um cobertor de bilhetes, das tuas loucuras...
Respira!